Cascavel

Zeladoras são contra terceirização e denunciam descaso

13 de Abril de 2018 | Publicado por: Deivid Souza

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Zeladoras do município de Cascavel lotaram o plenário da Câmara de Vereadores na noite de ontem depois que ficaram sabendo da possibilidade de terceirização do serviço pela prefeitura. A reunião foi convocada pelo Sismuvel (Sindicato do Servidores Públicos) e a quantidade de reclamações certamente não caberia nesta reportagem, por isso listamos as consideradas mais graves pelas funcionárias como desvio de função, falta de equipamentos de proteção individual (EPI) sendo botas e luvas, por exemplo e abusos físicos e psicológicos, especialmente de diretoras de escolas. Preservamos o nome de cada servidora na reportagem para evitar represálias. No encontro teve uma zeladora lotada na prefeitura que afirmou estar sobrecarregada com a ausência de trabalhadores em outros órgãos.

Uma outra reclamou da falta de critérios no serviço público e do descaso com as zeladoras.

O nome da Secretária de Educação de Cascavel, Márcia Baldini, foi citado na reunião. Ela teria tratado com desprezo a função de zeladoria quando questionada sobre aumento de salário para o quadro.

Uma servidora não sabe como ficará a situação de quem trabalha no interior, caso a terceirização se efetive, e teme uma redução no salário com o fim do adicional de insalubridade em caso de transferência.

Ao fim do encontro foi criada uma comissão formada por cinco zeladoras que vão marcar uma reunião com as comissões de saúde e educação da Câmara para fazer um encaminhamento ao paço municipal. Uma Audiência Pública também poderá ser convocada pelos parlamentares. O vereador Roberto Parra, presidente da Comissão de Saúde, ressaltou que o poder público precisa valorizar mais o servidor e tentar melhorar a condição de quem já trabalha no serviço público ao invés de terceirizar e fugir das responsabilidades.

O salário inicial de uma zeladora é de R$ 948,00. O município tem hoje cerca de 850 zeladoras, desse total pelo menos 415 estão lotadas na Secretaria Municipal de Educação. Nas próximas reuniões será verificada uma terceirização que já ocorreu nos Centros Municipais de Educação Infantil. Também será investigado porque das 41 chamadas no último concurso só quatro aceitaram, sendo que uma pediu demissão com poucos dias de trabalho.

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